Terça-feira, Agosto 05, 2008


João Carlos Martins e a Orquestra Bachiana

Foto: Clayton Ferreira

Quem é que nos conhece tão bem quanto nós mesmos?
Quem é que pode falar sobre nossas atitudes, vontades e pensamentos, que nem nós mesmos?
É a pele de um incendiário que arde por motivos desconhecidos.
É a cabeça de um bêbado que gira e muitas vezes pira.
Muito mais que qualquer palavra, de qualquer um, é o exemplo de João Carlos Martins. Homem que dispensa comentários por seus exemplos de vida e dedicação em seu trabalho como compositor e interprete de Bach.
Sou daqueles que não tem conhecimento algum sobre a cultura erudita, mas se apaixona no mesmo instante quando se depara com os relatos do maestro Martins.

A “Saga das mãos” é a extraordinária história de um ser humano, que apaixonado naturalmente pela música, compõe a vida de maneira determinada e valorosa.

Quem sou eu para escrever dele? Nada e nem ninguém. Me resta apenas admirar.


Sexta-feira, Julho 04, 2008


A Hora do Ruch proporcionou um belo entardecer da cidade de São Paulo, que ao clique de uma câmera fotografica registrou o céu colorido. Imagem captada na Marginal do Rio Tiête, na altura da ponte da Casa Verde.
Foto destaque do portal globo.com e informativo "Em Cima da Hora" da globo news



Foto: Clayton Ferreira


Sábado, Junho 14, 2008


Revista Vision MAGAZINE.



Modelo: Fernanda Kazalla
Foto: Clayton Ferreira
Design: D`Almeida Jr.
Produção: Daniela Ribeiro, Fernanda Von e Tiago Alves


Segunda-feira, Maio 05, 2008


Estética, arte e comunicação. Ilusão é acreditar em tudo que se vê.



Agência: logout
Criação visual: D'Almeida Jr.


Quarta-feira, Abril 30, 2008


Acho que a idéia inicial está se formando, e é mais ou menos essa. A arte de confundir-se como tema principal, dando a impressão de ilusão ótica. O trabalho vem logo em seguida.


Domingo, Abril 27, 2008


Virada cultural, deve ter muita gente falando. Não quero tirar o mérito do evento (que por sinal foi super proveitoso), mas algumas pessoas, que participaram como público, invertem o real sentido deste evento, que é um dos maiores em diversidade musical, teatral, corporal e cultural de uma forma geral á céu aberto. Louvável a atitude dos organizadores, das policias militar e civil, pois ainda não ouvi noticias sobre grandes incidentes. Mas só quem realmente andou pelas ruas do centro paulistano na noite de sábado para domingo, percebeu o grande desrespeito de algumas pessoas. Acho que para muitos isso é um tanto natural, divertir-se ao efeito de muita cocaína e regado a maconha, tanto que diversos grupos, em diversos ambientes, utilizavam destes artifícios para turbinar o estado de adrenalina corporal.
Ainda sou aquele tipo careta, que no máximo bebe com amigos, o suficiente para ter uma conversa engraçada e animada. O que passar disso, me dá sono. Acredito que o livre arbítrio permite à cada um que faça com o seu corpo o que achar melhor. Eu, por exemplo, como e bebo. Outros praticam esporte, e tem aqueles excedem em tudo. Não sou contra o consumo de qualquer coisa, mas acho que quem quer, o faça em locais reservados, apropriados. Estas atitudes expõem pessoas desinteressadas e desrespeita o espetáculo. Mas quero encerrar este assunto aqui, até porque a beleza foi maior que tudo.
A iluminação do centro mudou para melhor. Os prédios históricos tiveram luzes coloridas destacando a beleza arquitetônica noturna, que deu um charme a mais à esta metrópole que nunca dorme. Em quesito luzes, o meu destaque vai para o trio Theatro Municipal, Shopping Light e Sede da Prefeitura de São Paulo.
A música era apresentada nos muitos palcos em abundância. Todas as tribos eram atendidas nos inúmeros palcos. Desde clássica com ballet, até samba com capoeira. O palco da rua São João recebeu artistas do MPB, e confesso que os graves de Zé Ramalho marcaram a noite de quem presenciou. Moradores e turistas situados nos prédios vizinhos deram um show á parte.
Infelizmente no domingo trabalhei o dia todo e não pude curtir um pouco de D2, Cachorro Grande e principalmente a velha guarda do Rock, Ultrage a Rigor. Mas li em alguns lugares que o encerramento dos caras, ao lado do Lobão na bateria fez sucesso.
A cultura engrandece o cidadão. Isso é muito justo, pois a cada colherada de feijão que colocamos na boca, tem uma boa parte de impostos cedidos aos cofres públicos.

(Dono da Poltrona está muito pensativo, vocês não fazem idéia...)


Sábado, Abril 19, 2008


Vamos todos esquecer que o vizinho tem fome e frio, enquanto o vizinho dele tem sede.
Que logo ao lado tem gente roubando e matando para consumir ou para sustentar (o que não muda o demérito)
E a criança, no sinal vermelho, vende bala. Enquanto deveria aprender primeiro ler.

Até que a habilidade do garoto nos pinos é louvável.
É sorridente e desdentado. Como é possível?
Talvez, com oportunidade seria um grande artista.
Mas é assim que ganha a vida, correndo o risco de não terminar o dia.

É tudo tão artístico que a desgraça se transforma em circo.
É tudo tão cômodo que a gente se esquece que a vida continua.
É tanta fantasia, que a realidade ninguém enxerga.

Quem se lembra do leite? Ninguém.
Quem se lembra de chorar pelo mendigo? Ninguém, porque o pai dele não é advogado.
Na verdade ele não tem pai,
nem mãe,
nem irmão,
nem mulher e muito menos filhos.

É tudo tão falso que às vezes tenho nojo por vivenciar tudo isso e não fazer nada.
Não querer fazer nada.
Não ter vontade de fazer nada, de ficar apenas no ócio, esperando alguém fazer e depois outro alguém noticiar.
Virou cômodo querer a justiça e achar o filme na TV triste. Mas o filme acontece logo ali na rua, com o vizinho, com o vizinho dele... estes gritos o vizinho não ouve, o vizinho não sente o cheiro.

Sobe o vidro do carro
Atravessa a rua
Não olha no olho

(Dono da Poltrona... Poetizar a desgraça é tão simples quanto trocar de canal ou ler um livro. Preciso ler...)


Domingo, Abril 13, 2008


Enquanto isso...

Foi noite para ser lembrada na história de uma amizade, marcada pela dança, pela bebida e completa por todas as gargalhadas. Mas o que realmente foi importante não eram os fatos, mas sim, os sentimentos que motivaram todos eles. Já no ônibus, e refletindo os acontecimentos, vim pensando na melhor forma de transcrever estas palavras. O nascer do sol foi fator fundamental de inspiração destas palavras. É daqueles que começam em um tom de roxo, com o passar dos minutos vai ganhando uma tonalidade azul piscina com as nuvens em manchas de laranja. Imagem que talvez nem com câmera fotográfica registrasse tamanha beleza. Sem dúvidas, o sol e seus significados individuais ao ser humano são invejados pelos deuses. Afirmo isso porque começo a acreditar na premissa de Achiles, quando diz que os deuses invejam os homens, por eles possuírem o dom de morrer e isso faz com que nós, pobres mortais, vivamos a cada minuto intensamente, marcando com detalhes e emoção os retratos da existência humana.
É o banho que relaxa após o esgotamento, são os prazeres e o poder de escolher o certo e o errado. Sem sombra de dúvidas, esta amizade não foi escolhida por um ou por outro, mas sim foi traçada pelos dois em outro espaço temporal.
É como diria Garrido em uma de suas belas interpretações “...é tão forte que não quebra, nem entorta. Podes crer, eu to falando de amizade...”

(Dono da Poltrona, e ainda assim, com tudo isso, você não saiu dos meus pensamentos... Chega logo!)


Pedaços de palavras
Restos de sentimentos
Retalhos de pensamentos
A mistura da sobra
destes ingredientes
é o resultado das
palavras aqui expressas.



Ou então, manda um
e-mail pra mim?


Poltrona Velha

Agradeço a sua ajuda.


Poltrona dos Outros

Cacos de Vida.
Poesia e Prosa.
Calerdoses
Uma Voz ao Vento
O Renegado